Eu e o Empire State

Hoje assisti finalmente o filme King Kong. Digo finalmente porque já tentei vê-lo três vezes, cada uma delas pegando o filme em um pedaço diferente e hoje não foi diferente. Enfim, está visto! Note bem, que o King Kong que eu assisti é a versão de 2005 e não a de 1976. Enquanto sentia falta dos gritos de Jessica Lange, me lembrava do meu primeiro encontro com o Kong. Não foi através das telas do cinema e sim pela voz da minha avó que contava a história do pobre gorila apaixonado. Talvez pelo enfoque que minha avó dava ao contar a história, até hoje acho comovente a cena do macacão sentado no Empire State vendo o por do sol.
A simples visão do Empire State, imponente no alto dos 102 andares, para mim já é emocionante.Me lembro da minha primeira vez com o Edificio, como um caso de amor a primeira vista. Meus olhos brilhando e meu coração palpitando me levaram com as pernas bambas elevador acima. Nessa época ainda não tinha essa aversão a elevadores que tenho hoje, diga-se de passagem. Chovia, o que atrapalhava a vista no mirante, mas eu não olhava para fora, ao contrário, ao invés de me acotovelar junto aos curiosos por um espaço na janela, percorria meus olhares curiosos para o interior.
Buscava traços de Cary Grant e Deborah Kerr em cada pedacinho do lugar, por um momento eu estava em Tarde Demais para Esquecer. Os acordes da inesquecível trilha sonora soavam nas minhas lembranças e até hoje me pergunto: porque o Empire State não tem serviço de som ambiente? Vida deveria ter trilha sonora! Da primeira vez que cruzei a Ponte do Brooklin, ouvia New York New York na voz do "Velho Frank". Ninguém cantou tão bem a "Big Apple" como ele e nenhuma emoção foi tão grande para mim.
Mas, voltando ao Empire State e buscando emoções em cada canto, olho para o telescópio e quase procuro o urso de pelúcia esquecido em Sintonia de Amor. Por um instante, parece ser Meg Ryan a procura de Tom Hanks, que eu vejo por alí.
Nenhum Edíficio foi tão fotografado e tão filmado, em Manhattan como o Empire States. Com certeza esse breve post não faz justiça ao seu explendor, mas fala de uma nostalgia, com sabor de saudade apertada, embalada por filmes maravilhosos. Aproveitei a deixa do domingo preguiçoso e me pus a ver os dvds. Que delícia!


